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alimentação da fase ativa (crise) da doença de crohn

Foto do escritor: Rafaela Jardim
Rafaela Jardim
há 10 minutos
2 min de leitura

A nutrição na doença de Crohn desempenha um papel tão crucial no controle dos sintomas e na qualidade de vida quanto o tratamento medicamentoso. Como essa condição inflamatória crônica pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, ela interfere diretamente na absorção de nutrientes, levando de 65% a 75% dos pacientes a enfrentarem quadros de desnutrição em algum momento.

Não existe uma "dieta milagrosa" ou uma lista universal de alimentos proibidos, pois a doença se manifesta de forma individual e varia de acordo com cada fase. O manejo dietético deve ser dividido em duas estratégias principais: a fase de crise (ativa) e a fase de remissão (sob controle).

1. Alimentação na Fase de Crise (Doença Ativa)

Quando o intestino está inflamado, ele fica extremamente sensível. O objetivo principal nesta etapa é dar repouso ao órgão, reduzir o volume das fezes, combater a diarreia e evitar dores abdominais.

  • Priorize fibras solúveis e cozidas: Alimentos de fácil digestão e que ajudam a reter água no intestino. Exemplos incluem purê de batata, purê de abóbora, chuchu e cenoura cozidos, arroz branco, banana-maçã e maçã sem casca.

  • Proteínas magras: Carnes de fácil digestão fornecem aminoácidos essenciais para a regeneração dos tecidos sem sobrecarregar o sistema digestório, como o frango grelhado ou cozido e peixes magros.

  • Reduza drasticamente as fibras insolúveis: Evite cascas de frutas, sementes, bagaços e grãos integrais, pois eles aceleram o trânsito intestinal e podem machucar a mucosa sensível.

  • Evite estimulantes e gorduras: Cafeína, alimentos muito condimentados ou apimentados, frituras e doces concentrados exacerbam a diarreia e a dor.

  • Fracionamento e Hidratação: Faça pequenas refeições várias vezes ao dia (de 5 a 6 vezes) para não sobrecarregar o intestino e capriche na hidratação com água e soro caseiro para repor as perdas da diarreia.

Nota: Em casos graves de crise ou de estreitamento do intestino (estenose), pode ser necessária a indicação médica de nutrição enteral (por sonda) ou parenteral (via endovenosa) para garantir o aporte de nutrientes sem passar pelo processo digestivo tradicional.

Para um acompanhamento personalizado com a elaboração de um plano alimentar específico, agende uma consulta.

 
 
 

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Nutrição funcional Integrativa

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