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Nutrição e alimentação na colite

  • Foto do escritor: Rafaela Jardim
    Rafaela Jardim
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

O que é Colite?

A colite é uma inflamação que ocorre no cólon, que é a maior parte do intestino grosso. O sufixo "-ite", na medicina, indica justamente um processo inflamatório (como na gastrite ou sinusite).

Essa inflamação pode se manifestar de duas formas principais:

  • Aguda: surge de forma rápida e costuma ser temporária, como após uma infecção alimentar.

  • Crônica: é uma condição de longo prazo que alterna períodos de crise e de calmaria, exigindo acompanhamento médico contínuo.

Quais são os Sintomas Mais Comuns?

Os sinais da colite podem variar de intensidade dependendo do nível da inflamação e do organismo de cada pessoa. Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Dor e cólicas abdominais frequentes

  • Diarreia persistente, que pode conter muco ou sangue

  • Distensão abdominal e excesso de gases

  • Sensação de urgência constante para ir ao banheiro

  • Fadiga, fraqueza e, em alguns casos, febre

  • Perda de peso sem motivo aparente

As Principais Causas da Inflamação

A colite não é uma doença única, mas sim uma reação do intestino a diferentes fatores. Entre as causas mais frequentes estão:

  1. Infecções: causadas por vírus, bactérias (como Salmonella ou E. coli) ou parasitas intestinais.

  2. Doenças Inflamatórias Intestinais (DII): condições crônicas como a Retocolite Ulcerativa (que causa feridas na mucosa do intestino) e a Doença de Crohn.

  3. Isquemia Intestinal: ocorre quando há uma redução do fluxo sanguíneo para o cólon, geralmente associada a problemas vasculares.

  4. Uso de Medicamentos: o uso prolongado ou incorreto de alguns antibióticos e anti-inflamatórios pode desequilibrar a flora intestinal e desencadear a colite.

Diferença entre Colite Pseumembranosa e Retocolite Ulcerativa:

Colite Pseudomembranosa

  • O que é: Infecção aguda provocada pela proliferação da bactéria Clostridioides difficile e liberação de toxinas, geralmente após o uso de antibióticos de amplo espectro que destroem a flora intestinal benéfica. [1, 2]

  • Aspecto visual: Presença de placas esbranquiçadas características (pseudomembranas) na mucosa do cólon vistas na colonoscopia. [1, 2]

  • Sintomas principais: Diarreia aquosa (às vezes grave), dor abdominal em cólica, febre e aumento de glóbulos brancos (leucocitose). [1, 2]

  • Tratamento: Suspensão do antibiótico anterior quando possível e uso de antibióticos específicos para combater essa bactéria (como vancomicina oral ou fidaxomicina). [1]

Retocolite Ulcerativa

  • O que é: Doença inflamatória intestinal (DII) crônica e recidivante, de causa não totalmente esclarecida, ligada a uma reação imunológica desregulada do próprio organismo contra a mucosa do intestino grosso e reto. [1, 2, 3]

  • Aspecto visual: Mucosa avermelhada, friável, com erosões e ulcerações difusas, confirmada por biópsia. [1, 2]

  • Sintomas principais: Diarreia persistente por mais de três meses, presença frequente de sangue e muco nas fezes, urgência para evacuar e dores abdominais. [1, 2, 3]

  • Tratamento: Uso prolongado de anti-inflamatórios intestinais (como mesalazina), imunossupressores ou medicamentos biológicos para controlar a inflamação e manter a remissão.

⚠️ O que comer DURANTE UMA CRISE (Fase Ativa)

Quando o intestino está muito inflamado, a dieta precisa ser de fácil digestão, com baixo teor de resíduos e fibras para dar descanso ao órgão.

  • Proteínas magras: frango desfiado, peixe grelhado ou ovos cozidos.

  • Carboidratos simples: arroz branco, purê de batata (sem leite ou manteiga), macarrão comum e pão branco.

  • Frutas cozidas ou sem casca: banana-maçã, maçã e pera cozidas ou assadas (sem casca), e melão.

  • Legumes bem cozidos: cenoura e chuchu cozidos e amassados.

  • Hidratação extrema: água, água de coco, caldos caseiros coados e soro caseiro para repor os minerais perdidos na diarreia.

⛔ O que EVITAR durante uma crise

  • Alimentos ricos em fibras insolúveis: cascas de frutas, verduras folhosas cruas, sementes e grãos integrais (podem irritar ainda mais a mucosa).

  • Laticínios: leite, queijos amarelos e creme de leite (a intolerância temporária à lactose é comum nas crises).

  • Gorduras e frituras: carnes gordas, fast-food, óleos em excesso e manteiga.

  • Alimentos que causam gases: feijão, brócolis, repolho, couve-flor, refrigerantes e água com gás.

  • Condimentos e estimulantes: pimenta, excesso de alho/cebola, café, chocolates e bebidas alcoólicas.


Como é Feito o Diagnóstico e o Tratamento Médico?

Se você apresenta os sintomas descritos, é fundamental consultar um médico gastroenterologista. O diagnóstico costuma ser realizado por meio de avaliação clínica, exames de fezes e exames de imagem, sendo a colonoscopia o procedimento principal para visualizar o estado da mucosa intestinal e realizar biópsias.

Se gostou dessas informações, deixe a sua curtida e, para um plano alimentar personalizado,de acordo com a sua condição específica, agende uma consulta!


 
 
 

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Nutrição funcional Integrativa

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